terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Quais são as probabilidades de o ser humano "bater sempre na mesma tecla"?

Fico pensando em alguns acontecimentos corriqueiros que resultam em raiva, e ainda, penso que não adianta nada se preocupar com coisas que já se passaram se, elas forem ruins. Não gosto muito quando as pessoas duvidam de mim, claro que, nunca pedi para acreditarem em todas as coisas que eu digo, mas nunca precisei mentir sobre nada, depois de ter consciência e pensar da minha maneira. Vi hoje uma guria falando que o mundo é feito de perspectivas e interpretações, de fato, por mais que tu digas o que realmente aconteceu/pensou/fez/não fez, não se é possível estabelecer essa relação da verdade nas outras pessoas, só pelo fato de que, como vi, o mundo é feito de interpretações, acho principalmente de interpretações. Isso deve ser a grande causa de desentendimento entre as pessoas, porque cada um consegue perceber os acontecimentos de uma maneira, ou da mesma, mas provavelmente quando se trata de coisas chatas, esse pensamento não é o mesmo.

Nesse ponto de vista, como não se pode na forma mais popular possível "enfiar na cabeça" de qualquer outro de como as coisas de fato são, a única solução se basearia em que, na confiança. Em todos os casos, casamentos, namoros, amizades, e até familiares, por isso o título, das probabilidades de o ser humano bater sempre na mesma tecla por mais que ela seja passada. Meu pai sempre comenta de um livro que ele leu, sobre o poder de perdoar, as pessoas que sentem ressentimento sempre vão bater na mesma tecla, e ele ainda usa um exemplo, que de fato aconteceu na sua infância, que nada poderia simplificar melhor; conta o meu pai então que quando ele era pequeno foi ao mercado com a sua mãe, minha avó Dalvina (dai que surgiu meu segundo nome Dalva mas enfim falo disso outra hora) disse ao meu pai que não pegasse as maçãs que estavam ressentidas. O pai então diz que essas maçãs apodrecem por estarem batidas em apenas um pequeno local como o poder do ressentimento apodrecer uma pessoa por não ter perdoado algo que lhe faria bem. O pai sempre diz isso nas palestras, um dia quero falar só dele aqui, e eu sempre me sinto ligeiramente estranha ao ouvir, e da mesma forma que me sinto estranha me sinto um pouco abatida.

Espero apenas que as pessoas por mais que demorem, amadureçam a ponto de perceber que a raiva que elas sentem podem de alguma forma atingir outro qualquer, que se sente mal por algum dia ter lhe causado qualquer tipo de ressentimento, por mais que esse nunca tenha ocorrido.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um sonho com Deus.

Na madrugada do dia 19 para o dia 20, sonhei com Deus, e isso foi verdadeiramente chocante para mim.
Fui dormir 00:45 do dia 19, fiquei estudando Biologia (Ecologia) para um teste de hoje (sexta-feira). Coloquei o celular para despertar 05:45 para poder dar mais uma lida no conteúdo, mas tive um sonho e desliguei o despertador, voltando assim a dormir.

Fui a um lugar, onde várias pessoas se concentravam, rezavam, mas não era uma igreja, era um lugar com muitas árvores e ao ar livre. Sentei e pedi ajuda, disse que não conseguia ser feliz, que não conseguia cessar minha dor sozinha, não mais. Passei um tempo nesse lugar, sentada, enquanto todas as pessoas rezavam e saiam. Vi alguns rostos conhecidos, pessoas que ja vi em outros sonhos, mas nunca pessoalmente. Quando todos haviam saído, alguém se aproximou de mim, e disse que sabia de toda minha dor, mas que eu ficaria bem. Comecei a voltar várias vezes nesse lugar, porque era onde eu me sentia bem, e todo dia uma pessoa diferente conversava comigo, mas eu sabia que por mais que ela mudasse fisicamente, ela era a mesma pessoa. Um dia apareceu como uma mulher negra, que quando eu cheguei estava sentada, porém me esperando, lembro de ter sentado com ela, enquanto me dizia palavras confortadoras. Algumas pessoas começaram a chegar, e ficaram por lá, à espera dessa mulher, então levantei e sai. No outro dia, quando retornei, a mesma pessoa veio até mim, porém como todas as outras vezes, diferente fisicamente, dessa vez era um homem, jovem, de cabelos pelo ombro. Conversamos muito tempo, não lembro tudo o que ele me disse, só que novamente sabia sobre a minha dor e a minha tristeza, e que me acompanharia em todos os lugares para saber das minhas atitudes e do que estava causando isso em mim, e disse que não sabe porque os jovens/adolescentes estão sofrendo tanto, assim como no sonho, eu estava; mas que eu ficaria bem, por mais que demorasse. Com o passar dos dias, ele me disse que era Deus, e que eu sabia quem ele era, então eu disse que nunca ninguém tinha se importado tanto comigo, como naqueles dias ele se importou, ele sorriu, desapareceu, e eu acordei.

Acordei com uma sensação terrível, de que sonhar aquilo me fez bem, mas que não era uma coisa boa, como se alguma coisa estivesse errada. Eu sempre acreditei em Deus, mas nunca fui muito 'ativa' digamos assim. Vi que a mãe ja havia levantado, fui contar o sonho para ela. Quando cheguei na parte do fim, comecei a chorar, e ela me disse que talvez Deus esteja em falta na minha vida, perguntou se tinha acontecido alguma coisa de errado nos últimos dias, disse que se era porque eu queria ficar quando eles fossem à praia e pedir pro meu namorado vir, mas na verdade não tenho nada, nenhum problema, só me surpreendi. Na aula contei para uma amiga/colega sobre o sonho, que ficou meia 'assustada', mas disse que um tempo atrás havia sonhado com alguma coisa parecida, e conversar sobre o sonho e sobre as possíveis causas foi bom. Cheguei em casa, e como cheguei 11:15, fui no computador ver algumas coisas depois, sentei na mesa e a minha irmã comentou que eu tinha tido um sonho com Deus para o meu pai, e eu me aborreci (não sei porque) e fui para o quarto deitar. Dormi até quase cinco horas, e passei o dia inteiro com essa sensação ruim, que me faz escrever agora. Queria ter contado para mais algumas pessoas sobre o meu sonho, pessoas importantes pra mim, mas não deu tempo; digamos assim. Quero voltar para esse sonho, também não sei porque, talvez para tentar entender. O mais estranho, é que eu normalmente não lembro o que sonho, e esse, lembro tudo, com detalhes, das pessoas, de algumas partes das conversas, de momentos, como se tivesse vivido, de fato. Enfim, escrevi para poder ler depois, e de alguma forma 'descarregar' isso.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

E. E. E. M (Escola Estadual de Ensino de Merda)


Em todos os anos em que eu comecei a ter capacidade de expressar minhas próprias opiniões, e pensar da minha maneira sobre diversos assuntos, nunca fiquei tão indignada em toda minha vida. Sempre tive muita paciência em todas as circunstâncias que me exigiam calma, mesmo que em pensamento ficasse articulando várias maneiras de matar a pessoa. Até dois anos atrás, estudei em colégio particular, e de fato, existe uma diferença significativa entre os meios de ensino particular e estadual. Ano passado fui para um colégio estadual, com receio de não aprender os conteúdos propostos, e de o ensino ser muito fraco. O ensino realmente é fraco, mas pelo menos um ano atrás, havia respeito entre os indivíduos, (os que permaneciam no mesmo local, e dividiam os mesmos conhecimentos). Esse ano, a falta de respeito é geral, tanto para com professores e alunos como alunos para com professores. Então parabéns ao ensino estadual, de mostrar cada vez mais que é capaz de ser uma boa instituição, harmoniosa, sem brigas, e que pode fazer com que seus alunos concorram com alunos de escolas particulares (no mesmo nível), parabéns aos professores que ao invés de exercerem seu papel de educador, preferem falar mal de outros professores, com aquele velho começo "-Mas não sou fofoqueira(o)", ou simplesmente desmotivando os alunos, porque “as turmas de espanhol não passam de lixos, porque espanhol é fácil, muito mais fácil que Inglês, e que os alunos que escolheram a Língua Espanhola querem passar sem estudar”, parabéns por não terem respostas quando nossas justificativas são coerentes como "-Escolhi espanhol sim, faço inglês fora do colégio, porque claro, professor nenhum, ou com GRANDE sorte realmente se preocupa em ensinar a matéria, acham mais importante falar mal de outro professor, e parabéns principalmente aos alunos, que se respeitam cada vez mais, que tentam resolver seus problemas e suas diferenças com diálogo, "-Cala boca e para de encher o meu saco", que não sabem admitir quando estão errados, e muito menos que passar de quarto lugar ao primeiro é realmente inquestionável, PARABÉNS SEUS PREPOTENTES, e que no futuro se tornem esses brasileiros corruptos, que sempre dão o seu jeitinho podre, de esconder tudo. Tenho a maior vergonha de fazer parte de uma turma que se deixa influenciar por cinco pessoas, que acatam sempre tudo o que estes impõem, e me indigno de como aceitam esses tipos de atitudes. Enfim, parabéns, vocês merecem tudo que o brasileiro espera. Quando pessoas tentam ajudar, para que o ensino estadual melhore, se torne mais convidativo, quando esta resolve numa direção auxiliar os alunos em todos os problemas, mesmo não fazendo parte de sua função, sai chorando de uma sala dizendo que nunca mais quer voltar, sendo ameaçada, percebo o quanto educados são os alunos, não quero generalizar o ensino, falo apenas do meu dia-a-dia.


Professores estaduais sabem fazer apenas três coisas: Falar mal uns dos outros, dar a famosa desculpa da "folha no xerox" para ir tomar um cafezinho e reclamar do salário, sem contar a greve, estes são injustos com aqueles que realmente se esforçam, fazem da sua aula interessante e não reclamam, são corretos.


Grande Ensino Estadual. Grande Povo Brasileiro. Grande Educação. Grande Governo. Grande Futuro.

~

Recebi um e-mail da minha mãe, escrito pelo comentarista Arnaldo Jabor, pois bem, eu concordo.


- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
-
Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

-
Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
-
Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


-
90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.


- O Brasil é um pais democrático. Mentira.


Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.


Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:



O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?



Arnaldo Jabor











terça-feira, 3 de novembro de 2009

The Answer Lies Within .

Essa semana não vou ter tempo para escrever alguma coisa interessante ;/ (pelo menos pra mim). No trimestre passado em sociologia, foi proposto um trabalho onde deveríamos escolher a letra de uma música que de alguma maneira pudesse ser relacionada ao dia-a-dia, a sociedade em geral, isso incluí problemas sociais, discriminação, e etc. Escolhi The Answer Lies Within do Dream Theater, ainda não sei bem o motivo da escolha. Tentei então, escrever sobre o que a música significava, o que ela poderia trazer talvez como uma lição, um incentivo, e que pudesse estar enquadrado no que era solicitado. Após ter escrito, percebi que na verdade eu falava sobre o que sentia naquele momento, e me surpreendi em como talvez eu pudesse não estar bem, mas sem motivos, porque tudo que estava lá escrito e agora aqui, era o que eu pretendia, queria, esperava, buscava, como se fosse um alerta, para que eu seguisse, da mesma forma, ainda não consigo explicar isso.

~

A resposta está dentro de você, sentimos que ela pode ser o que procuramos, mas sempre temos medo de arriscar, medo de tentar, estamos sempre recuando em nossos princípios, a insegurança está presente a cada segundo, em cada momento e em cada gesto. Perdemos tanto tempo buscando encontrar as respostas certas para seguirmos, mas nunca percebemos que ela está em nós, conosco. Acabamos por perceber que o tempo se esvai, da mesma forma que um dia a vida e mesmo assim, o deixamos escapar por entre os dedos, com preocupações irreais, problemas que sempre surgem como bombas atômicas prestes a explodir e por um segundo, toda a certeza que nos rodeava, parece cair, e mudar toda a convicção presente em tudo que nos cercava.
A cada segundo, todos nós tentamos traçar novos cursos, descobrir novos caminhos, para que estes nos levem ao que acreditamos um dia alcançar. Pouco a pouco, as pessoas que nos rodeiam, nossos pais, vão nos deixar trilhá-los sozinhos, aprender com nossos erros, caminhar com nossas próprias pernas, e para ser menos diferente, a vida tenta nos fazer desistir, pregando peças, e assim que realmente começamos a pensar, que as portas se fecham, e todo o futuro que planejamos parece ir para o infinito e desaparecer em um piscar de olhos, mas, em primeiro plano não percebemos o verdadeiro significado destas dificuldades, que sim, nos levarão ao caminho das conquistas, se e unicamente se, formos fortes o suficiente para continuarmos.
Segundos são suficientes para que possamos pensar em tudo que construímos de bom até estes dias, e também, para tudo aquilo que queremos num futuro não distante, pensar ser construído, temos apenas uma coisa a dizer-lhes, não desperdice o tempo, não deixe o dia passar, não o deixe acabar, não deixe o dia passar em dúvida, a resposta está dentro de você; a vida é tão curta então comece a aprender com seus erros e sempre continue atrás das escolhas que fizer, elas são suas metas, siga-as, de alguma forma faça com que elas aconteçam. Continuaremos caminhando e trilhando nosso caminho, os problemas sempre irão surgir, como dissemos, nada mais é do que a vida pregando-nos outra peça, mas isso realmente não importa, descobriremos a solução. Caminharemos ao rumo que escolhemos, levando antigos e fazendo novos amigos, novas escolhas, novos amores, mudando conceitos, sofrendo, aprendendo, e dessa forma seguiremos fortes, sem deixar que a vida passe, sem enterrar o tempo e muito menos deixá-lo nos enterrar.
Medo e insegurança, sempre batem a nossa mente e mudam nossos pensamentos, então seguiremos encarando cada dia com os olhos bem abertos, se de alguma forma quisermos nos render e desistir, começamos tudo outra vez, lembrando sempre do que construímos até estes dias, para nos aliviar, tentaremos mostrar estes sentimentos, não os deixando guardados em nós mesmos, se acabarmos por guardar e fingir que nada mudou e tudo está bem como sempre foi, vamos explodir.
Temos o futuro ao nosso lado, então ficaremos todos bem, não importando as decisões que tomamos, se elas forem convictas e realmente nos importarem, se forem nossos objetivos, nossas metas a serem alcançadas, nós brilharemos. Se o futuro está em nossas mãos, o mundo é logo ali. Seguiremos sempre lembrando, a resposta está dentro de cada um de nós, e o tempo, o tempo corre, em uma velocidade que, ou deixamos ir, e se igualar a da luz ou, nos reinventaremos e seguiremos ela, nós e o tempo lado a lado, não poderemos fazer outra coisa ao não ser simplesmente, brilhar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

!


Já no começo desta semana, dois professores me fizeram pensar em algumas coisas, a primeira, professora de Literatura do cursinho, no momento em que estudávamos sobre o escritor Machado de Assis, disse, que todos os nossos defeitos, problemas e medos são projetados de tal forma que conseguimos passá-los a outras pessoas, porém, como se fossem os seus problemas e os seus medos, remetendo-se mais a questão de defeitos, como se tivéssemos o poder de observar e passar os nossos defeitos como se fossem de outra pessoa; fiquei pensando várias coisas após seu comentário, de como, de fato, conseguimos fazer isso com uma grande facilidade, como se fossemos pessoas perfeitas e a outra pessoa fosse "dotada" de todos os defeitos, dos quais, digo eu "não possuir", mas, pensei que pode facilmente ocorrer o contrário, porém, este ocorre apenas em algumas pessoas, "o pegar" ou tomar para si os defeitos e as dores de outra pessoa, e nesta segunda análise, eu diretamente me associo, quase sempre, em vários "estágios" de momentos difíceis, de uma forma inexplicável (ou digamos que bem simples, como se fosse instinto/impulso) consigo sentir as dores de outras pessoas, porém, apenas próximas, as que eu gosto muito, e muitas destas vezes, sinto-as muito mais do que a própria pessoa, talvez seja o meu jeito, claro que, nunca fui a melhor pessoa do mundo, mas até aqui, posso dizer que nunca fiz muitas coisas das quais me arrependesse, e sim, acho que poucas pessoas, ainda mais hoje, de fato por gostar muito de ti, é capaz de absorver todos os momentos ruins, e passá-los contigo como se fossem os dela também. No meu ponto de vista, faltam pessoas assim, pois a sociedade é a grande transformadora dos homens, para quem estudou uma vez na vida sociologia, deve ter ouvido a seguinte frase de Jean Jacques Rousseau: "O homem nasce bom, a sociedade o corrompe" faz muito sentido, pois, dependemos do meio em que vivemos para nossas ações e reações. Em algumas situações, sofremos tanto, e aprendemos também, porém, sempre sentiremos medo de que aconteça novamente, isso ainda não consegue me fazer sentido, se passo hoje por uma circunstância ruim, nunca vou ter medo de fazer o mesmo, mas, de uma forma diferente, talvez compreenda isso mais tarde. Nestes contextos meio filosóficos e pouco confusos, penso em até que ponto as pessoas conseguem "não ter" percepção sobre tudo que as cerca. Não gosto de fazer com que percebam nada, e acho que no momento em que se é preciso falar demais, por falta de atenção ao que acontece contigo (comigo), só pode significar uma falta de interesse, como se a pessoa não fosse mais importante. Admiro-me como esta falta é grande.
Na aula de hoje, meu professor, de Filosofia, citou Protágoras, e sobre a sua loucura de "que todas as coisas são e não são” , como se para serem de fato, deveriam existir. ("o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”.), e nesse contexto fala-se em ilusões, Protágoras se deteve tanto em tentar explicar sua teoria, que percebeu a ilusão, que nada mais é do que o irreal disfarçado de real, ou de coisas que não são, serem. Acontece muito, quando se atem a alguma coisa, o mundo passa a ser apenas ao que se atem, e passamos a viver apenas para 'aquele mundo criado' pela ilusão, ou quando vivemos a vida de outra pessoa. Confesso ter medo, viver apenas para algo que depois desapareça. Um começo de semana cheio de pensamentos interessantes termino com uma frase bem conhecida para quem teve a oportunidade de ler O Cortiço de Aluísio de Azevedo: "Quem entra limpo sai sujo; quem entra sujo sai podre", pois bem, isso acontece com todas as coisas, em todos os momentos e com todas as pessoas .



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sábado, 24 de outubro de 2009

Todas manhãs acordo com a mesma vontade, depois de me arrumar, pegar todas as coisas necessárias, descer em silêncio, fones e música. Sair 7:20 de segunda a sexta-feira para mim, é uma das melhores coisas que existem. Poucas pessoas na rua, parece que só eu estou acordada, e que naquele momento, ninguém pode me observar, talvez seja mais ou menos como a sensação de "liberdade total"; por falar em sensação, caminhar escutando o que for, de manhã, com aquele friozinho e um vento totalmente agradável, é a melhor hora. Por essa razão não me importo de sair da cama as 6:00, tomar um banho, me vestir e me maquiar (ultimamente tenho andado sem vontade alguma para este último estágio de "arrumação estética" u.u), porque eu sei que sempre tem a melhor parte, depois de tomar um café forte na sacada. Voltando a idéia inicial, aproveito este trajeto até o Colégio para organizar o meu dia, acalmar meus piores pensamentos, alinhar alguns, e pensar nos acontecimentos importantes deste ano, como se a música fosse minha maior solução, e o caminhar o rumo para concretizá-las. Incrível de como dependendo da situação, do meu humor, e do que sinto todas as manhãs ao acordar, tenho preferência em escutar algum tipo de música, mas as mais pertinentes são: Thorn Clown (Pain of Salvation), Second Love (Pain of Salvation), Iter Impius (Pain of Salvation), Diffidentia (Pain of Salvation), The Answer Lies Within (Dream Theater), Wither (Dream Theater), Walk Beside You (Dream Theater), These Walls (Dream Theater), dependendo da semana, vou todos os dias escutando a mesma, como foi o que aconteceu nesta, mas não foi nenhuma destas citadas, mas uma música que o meu namorado me mandou, porém, viciante tanto quanto as outras (ainda vou falar de como músicas/doces/pessoas viciantes me perseguem ;X). Para concluir a primeira parte, pensamentos mais música e caminhadas no friozinho e no vento da manhã, somadas, para mim, é perfeito, uma das coisas que eu mais gosto de fazer, principalmente quando tenho que organizar as besteiras que surgem, os problemas, aflições, então, se qualquer dia eu estiver andando na rua completamente alienada, escutando música, nem perca tempo esperando um oi, eu não vou nem perceber, até que eu resolva tudo, esquematize a execução, e canse de tanto andar, depois vou estar calma. Agora, como a música tem quase que algum poder de fascinação, e um significado enorme. Quando tinha eu meus dez anos, (eu sei que não faz tempo, e sim, ainda sou uma criança *.*)descobri os cd's do meu pai, e o primeiro que eu escutei foi um do Nirvana, minha primeira paixão musical, depois comecei a achar um verdadeiro lixo, (mas posso dizer que ainda gosto de algumas músicas), depois escutei Guns N' Roses (claro que Use Your Illusion I/II) e me encantei, e passava semanas, escutando Civil War vinte vezes por dia, mas nunca me bastava e eu sempre procurava por mais, algo que me fizesse pensar, com letras incríveis, sem a famosa ideologia "Sexo, Drogas e Rock 'N' Roll", e o melhor foi que achei Psycho Circus do Kiss, grande banda que "não se enquadra" ao que eu não queria x.x (A-H-A-M). Led, Janis, Deep Purple vieram logo depois, sendo a primeira delas, uma das bandas que eu considero como as que eu sempre vou escutar. O mais divertido de tudo, é que além de conhecer várias destas com o meu pai, conheci tantas outras com amigos, como Metallica, Black Sabbath, Bon Jovi, Angra, Rush, Iron Maiden, Bruce Dickinson (*.*), Epica, Celtic Woman, etc., e claro, citando agora Celtic, aprendi muito esse ano com um amigo meu de BH sobre música Clássica, teria uma história bem 'batuta' para falar aqui, porém quero fazer isso com mais tempo e detalhes, resumidamente começamos a aprender (eu) Violino e ele Cello praticamente na mesma época, e sempre conversamos sobre de quanto em quanto tempo necessariamente deve-se usar breu no arco, sobre os diferentes modelos de violinos/cellos, cordas, preços, e grandes novos nomes, concertos, e sempre estamos trocando idéias e vídeos, realmente é bem bacana conversar com amigos que entendem o que quero dizer (:. No meu aniversário ele me mandou um cd do Pablo Casals (J.S Bach: Suites para Cello) e é tão bom *_*, aprender a ouvir música com outras pessoas, é perfeito.
Como o tempo também, interfere no gosto musical, nada me bastava mais, e eu precisava escutar qualquer coisa que me parecesse real, pensado, inteligente, com letras que me fizessem entender algumas coisas, até mesmo, sobre os meus sentimentos. O Rafa, *Rafafa de guerra* me mostrou Dream Theater, que me interessou, mas não muito, depois de um tempo o Tulio me mandou Forsaken, a mesma música que o Rafa havia me mandado, mas foi como se eu tivesse encontrado o que faltava, então para tudo se tem o momento certo. O "ruim" perfeito é que Dream Theater e Pain of Salvation pra mim, se tornaram muito viciantes, e eu não consigo ficar um dia sem ouvir pelo menos o começo de qualquer música, então há uns cinco ou seis meses, eu acordo todas as manhãs, precisamente às 6:00, e espero até às 7:20 para poder caminhar no friozinho com vento agradável, escutando Dream/Pain e bandas aleatórias como Whitesnake (só o que eu tenho agora O_O) e organizar os pensamentos. A música talvez seja indescritível, principalmente a forma de como é capaz de tocar profundamente os pensamentos e sentimentos de todas as pessoas que escutam estilos/gêneros de fundamento, com um contexto, uma história, um significado, que tu só o entenderia verdadeiramente daqui meses ou anos, no momento certo, além de tudo, ela é capaz de te enlouquecer e acalmar, de te pregar esperanças ou destruir todo resto, principalmente quando de alguma forma nos identificamos, assim como com um livro, mas o mais importante é que a música te faz ir para outro lugar, como quando eu estou tocando, (mesmo sendo iniciante ;D) é tão bom, e inexplicável tal sensação, além de que ela te faz pensar de outra forma, uma mais desenvolvida e madura. Então, o que seria da vida sem a música? Nada .



domingo, 18 de outubro de 2009

A certeza de um amor verdadeiro .



Tantas vezes pensei que tinha a certeza do amor verdadeiro, e tantas vezes me decepcionei com as pessoas as quais eu pensei um dia ficar para sempre. Com o passar do tempo estas, me mostravam a verdadeira face, e de que as coisas mais simples, os sentimentos, não importavam, mas só 'os benefícios' de estar junto comigo trariam, e não falo em dinheiro, mas sim em coisas bem piores. Outras me desencantei, e descobria que o que sentia não era forte o suficiente para que me fizesse continuar. Há alguns dias, me deparei com uma situação verdadeiramente chata, que na minha concepção, acredito que quando histórias acabam, por mais que ambas as partes, ou uma tenha se machucado mais do que a outra lembraremos então dos bons momentos, o problema foi que este, não me trouxe nenhum momento que valha a pena ser lembrado.
Então, depois de tantas decepções como disse anteriormente, a vida parece me apresentar um mundo novo e uma nova forma de amar, a forma mais pura, lapidada, verdadeira, a forma que eu posso dizer ter certeza do que sinto, do que espero, e de que tenho tantos momentos bons, e muitos outros que vou lembrar para sempre. Não tinha até então compreendido o real significado da palavra amor, e muito menos da ação de amar, até nove meses atrás. Posso dizer para aqueles que ainda não descobriram, e pensam nunca descobrir, que amar é ter paciência para enfrentar as complicações mais leves e as mais preocupantes, e dar valor às coisas e aos gestos mais simples da vida, sentir um frio na barriga ao ver a pessoa a quem dedico todo o meu sentimento chegando, é rir de um sorriso sem motivo, andar sem rumo pensando em todos os momentos em que se fica junto da mesma pessoa, é ter trilha sonora para cada momento passado, presente e futuro, sonhar, amar e amar. Talvez para mim, essa seja a melhor explicação de um amor verdadeiro, de um sentimento acabado, porém não finalizado, como se por mais que 'decidido' faltasse ainda muitas coisas para a sua então finalização, mesmo que já estivesse pré acabado, seria então, o mesmo que dizer que o amor nunca será bruto, concreto, e que com o passar das horas, sempre irá sofrer alterações, sempre irá crescer, o meu amor sempre irá aprender com o tempo, o meu amor aprenderá com o meu amor. Posso dizer que há nove meses, tudo para mim tem sido perfeito, por mais que tenha enfrentado problemas, besteiras, brigas, e quase que decepções, porém, talvez sejam esses os preços a pagar quando se ama verdadeiramente. As alegrias são sempre maiores do que estes 'preços'. O meu namorado me mostrou tantas coisas nestes nove meses que eu tenho certeza que nunca perceberia, aprendi e aprendo muito com ele, todas as vezes que estamos juntos, rimos de coisas sem sentido, temos paciência um com o outro, brincamos sempre, brigamos também, mas buscamos resolver nossos problemas, mesmo que eles possam se dar por 'em parte apenas solucionados'. Todos dizem então que é besteira falar que não se pode viver sem a outra pessoa, penso que sim é possível, mas que não seria a mesma coisa, eu pelo menos passaria cada segundo pensando no que eu faria se estivesse com a pessoa, e em todos os momentos que passamos juntos, e em cada bobagem dita, isso tornaria impossível, até que um dia eu 'esquecesse' e voltasse a me preocupar com o presente; idiota é pensar que as pessoas que dizem que viver sem a outra é impossível. Aconselharia a todo mundo encontrar outro alguém para dividir preocupações, alegrias, contra tempos, novidades, ou só dividir o que aconteceu no meu/seu dia, sem dúvida alguma, poder dividir o que for com outra pessoa, que te ama, e que vai estar do teu lado sempre que possível, vai te apoiar nas decisões mesmo que ela possa causar algum sacrifício, que faz planos para ambos no futuro, é a melhor coisa do mundo. Amar para mim é dar o maior valor para tudo o que for simples, um sorriso, um abraço, um beijo, um olhar, a saudade. Em nove meses eu nunca fui tão feliz, e posso hoje dizer, que tenho certeza absoluta que amo de verdade, e muito. Como o tempo interfere em tudo, dedico todo o meu sentimento ao meu namorado, mesmo nem sabendo o que poderá acontecer daqui alguns anos, meses, dias, e a única coisa que posso esperar, é que mesmo com a interferência do tempo, o nosso amor venha apenas a crescer, e que o meu futuro seja ele, e o futuro do meu futuro também .

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Decisões


No dia 15 de outubro comemoramos o dia dos professores, fizemos homenagens para tentar demonstrar o quão importante nossos educadores são para nós alunos. Na verdade nem quero me ater muito a isto, apenas quero lançar a idéia principal desta madrugada. Há meses tenho pensado no meu futuro, como comentei anteriormente, sobre o que pretendo para minha vida, para a Caroline em si. Ultimamente tenho estudado bastante para que consiga passar pela prova seletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) *ou em qualquer vestibular*, porém, não sabia que área escolher, mudei tanto de idéia, por exemplo, queria muito cursar História, e confesso, sou apaixonada por ela, devoro tudo que se relacionar a acontecimentos importantes, e sem dúvida devo todo esse meu encantamento por esta matéria ao meu ex-professor José Augusto Fiorin, que de uma forma quase que mágica e fascinante conseguia me passar às informações necessárias sobre os diferentes períodos do tempo, como se fosse um filme, o prazer que ele tinha em falar aos alunos era tamanho que seria capaz de envolver qualquer pessoa que estivesse ouvindo seus ensinamentos. Então havia decidido, faria história. Tive muitas oportunidades de discutir história e que seguiria este caminho com o Professor Fiorin, que sempre me aconselhou a fazer Direito, pois ele sabia, que a minha vontade nunca foi estar 'trancafiada' em uma sala de aula, mas sim vontade de engolir tudo que pudesse aprender sobre ela. E eu que 'não sou teimosa' nunca aceitei quando ele me dizia - “Carol pense bem, escute o professor". Após tantas discussões então, estava decidida, faria Direito e após História. Direito passou a me interessar bastante então, pesquisava muitas coisas, procurava observar o 'leque' que se abriria de opções. Resolvi conversar com o meu tio, que cursou Direito, e o que ouvi:   "-Apenas faça se fizeres concursos". Essa foi a minha grande desilusão, eu passaria então o resto do meu 'período profissional ativo' tendo que fazer concursos para poder ganhar um pouco mais, mesmo dinheiro/salário não sendo meu maior interesse. Desisti completamente de Direito, não quero de forma alguma ficar em uma sala, contendo pilhas e pilhas de papéis e resolvendo problemas de outras pessoas, elas iriam me 'presentear' com infelicidades. No segundo semestre, para a minha surpresa, me encantei por Genética, sempre gostei de biologia, mas não tanto quanto neste ano. Tenho certeza agora do que quero, conversei com a minha tia formada em biologia, que me aconselhou a optar por medicina, porque assim, seria melhor tanto para os meus interesses como para o que eu quero exercer. Caminharei eu então rumo a Genética Humana, irei para o lugar que for preciso, penso realizar grandes feitos, ir para outros países, estar sempre bem atualizada na área escolhida. Sei que para isso, terei que abrir mão de muitas coisas, principalmente das que nunca me deixariam seguir meus sonhos, mas, quem disse que a vida não exige sacrifícios. Espero que outros me acompanhem e me fortaleçam, me apóiem e principalmente que confiem em mim. Retornando ao inicio, como os professores influenciam diretamente seus alunos. Digamos que o Profissional será apenas Excelente se realizar sua profissão com devoção.

Planejamentos para este feriado: Estudar, EXPO, e ver alguns amigos. *.*




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Enlouquecendo .

Passei a tarde e agora, algumas horas da noite pensando em como (talvez) as coisas possam estar erradas, mas esse 'possam' é algo que me faz enlouquecer de certa forma, tudo o que eu penso se contradiz em algum ponto, quando eu tenho certeza de que tudo realmente está bem e eu me sinto feliz/contente sempre acontece algo, que me faz mudar interiormente, me faz mudar como pessoa, sentimentos, e são nessas horas que eu me perco, me sinto abandonada, com medo de estar fazendo tudo errado, de seguir o que agora sigo, e então todos os planos que eu fiz para dias seguintes, meses futuros parecem sumir, como se eu nunca pudesse alcançá-los. Quando essa sensação resolve passar, eu me pergunto o porque destes pensamentos e destas mudanças, se tudo está bem, se não tenho nenhum grande problema ou qualquer enorme preocupação, acho que buscando encontrar a causa para isso tudo, depois de alguns meses, eu sei que preciso me ocupar com qualquer coisa que me faça evitar de pensar; me faça evitar de pensar no que eu não quero, porém, tantas vezes ja tentei fazer isto sem obter nenhuma resposta ou solução, apenas uma conclusão: é impossível não pensar no que eu não quero, hora ou outra vou pensar, mesmo sendo involuntariamente, posso estar fazendo qualquer coisa, a qualquer momento, depois de rir, falar, eu sempre vou pensar no que não quero nem ouvir falar. Odeio e acho importante quando fico sozinha, olhando para fora, para a chuva, observando as pessoas, e penso no que eu estou fazendo com o tempo que me é dado, se estou aproveitando da forma desejada, se sou feliz, ou se eu poderia melhorar, na verdade eu sempre poderia melhorar, parar de sofrer por besteiras, e passar a ignorá-las e dizer: "-Isso simplesmente não faz mais diferença."; mas a verdade é que continuam a fazer, e eu nunca consigo dizer isso, nem para ninguém nem em silêncio. A minha vida inteira é uma contradição, uma dúvida, uma piada, uma incerteza, e eu queria que ela fosse uma certeza, uma convicção, um objetivo; e nos últimos meses consegui pelo menos definir o que eu quero para mim, para o meu futuro, o que eu quero fazer daqui um ano, daqui seis anos, o que eu pretendo que permaneça comigo, e das coisas que eu quero mandar para bem longe de mim, dos medos que eu quero enfrentar, das palavras que eu quero falar, das pessoas que eu quero passar sem que me atinjam, da certeza de andar sem culpa, de dizer que não fiz nada, e também de dizer que não me arrependo, e de que se as pessoas não podem confiar em mim, que me deixem seguir então, e que se ousarem me contrariar, estarão erradas, porque eu não cometo os mesmos erros vazios que todos cometem, e que eu não posso mudar o medo que elas sentem por um dia sofrer por qualquer coisa que eu possa estar insinuando, mas que não passam de ilusões, porque eu NUNCA faria nada para magoar as pessoas com as quais convivo e amo, só que eu cansei de tentar provar ao contrário, sempre dizem que quando se tem certeza do que se faz, não precisa discutir, ou tentar mudar o que os outros pensam superficialmente de uma 'idéia' de qualquer acontecimento que eu fiz o "papel principal". Espero que todos os momentos ruins possam ter me mostrado que muitas vezes eu estou errada, em tentar fazer tudo certo, porque as pessoas me mostraram que ninguém nunca vai estar 'ai' pra mim, que são todas por si sós; só que eu não consigo deixá-las, preciso ajudar, mesmo depois levando mais um murro, e ficar triste por semanas até esquecer. Por falar nisso como as palavras tem o poder de te destruir em minutos, e como um olhar por mais que as palavras jurem verdade, podem desmentir tudo, apresentando-me a mentira, eu disse, que sou cheia de contradições, e eu quero deixá-las longe de mim. Ainda não consigo compreender a verdade e a mentira, não sei porque são tão complicadas, e porque as coisas obvias não podem aparecer na minha frente me dizendo "-Para de pensar nessas coisas que não são." ou "Não é assim, e se continuar pensando isso, vai sofrer." Eu fico louca por não saber mais se o que me dizem é verdade, se convites, ações, palavras, lugares, sentimentos, conseguem me provar totalmente o contrário; e porque esse contrário não pode ser direto, porque eles não podem me ajudar a tomar decisões, ou porque eles não podem simplesmente me fazer desacreditar de tudo, me fazer querer tudo novo, abandonar tudo, como se fosse possível trocar de nome, identidade, apagar completamente a memória as lembranças, e me fazer renascer em um mundo novo, em um novo rumo, em novas chances e expectativas, novos gostos, nova aparência e personalidade (tudo o que eu não quero); com isso a conclusão de querer ser outra pessoa, não passa de medo, de tudo acabar e dar errado, de não realizar meus planos e sonhos, e não seguir o que pretendo, de perder minha convicção, meu amor, minha alegria, minha esperança, de ver tudo ficar distante e intocável, eu perderia a mim. Do futuro eu espero tudo, do passado eu quero aprendizagem, das pessoas distância, dos amigos esperança, do meu amor futuro, da minha família amor incondicional e de mim, certeza.

domingo, 4 de outubro de 2009

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Em meses eu nunca desejei tanto voltar para casa, e ficar por Ijuí um tempo, fazendo minhas coisas e revendo meus amigos que há tempos não vejo, sair e dar risada, fazer tudo o que eu fazia nos anos anteriores, tomar uma coca-cola gelada na praça, falar qualquer besteira e principalmente destruir 'o pessoal' assim que possível (deixo isso para quem sabe). Cada um foi para um canto, assim como, espero eu ir ano que vem, na verdade 'ir para o meu canto' é uma das coisas que eu mais quero ultimamente, ter as minhas obrigações, preocupações, agitações, ter o meu tempo, fazer o que quiser, sair sem dar qualquer desculpa, dormir até tarde, e todas as coisas loucas e chatas que os 'independentes' podem fazer. Falando em cada um ir para o seu canto, é tão bom quando todo 'o lixo da sociedade ijuiense' se reune *faz uma cara feliz*, e melhor ainda quando relembramos todos os momentos bizarros que passamos juntos, todas as tardes de domingo, ou qualquer festival bom/ruim, as imitações perfeitas do pica-pau, e nossos amigos da rua, e claro não posso esquecer dos velhos jogadores de carta tarados da praça. Lembrei de várias coisas ontem, quando um amigo meu comentou que estaria em Ijuí na semana que vem, e ainda que faremos uma 'reunião casual' na EXPO, e por falar em expo, eu odeio o mês de outubro, porque só se fala nessa maldita feira, que é igual em todos os anos, sempre as mesmas coisas, mas mesmo assim, a cidade fica vazia e todos preferem ficar lá, 'curtindo as atrações', enfim, talvez eu seja uma dessas pessoas, porque vou ir pra lá, pelo menos pretendo, mas claro que não por gostar de ir, só por falta de opção, e para rever conhecidos/amigos, porque lá sim é o lugar certo para encontrar todo mundo. Meio que mudando o assunto e voltando para o 'sentir saudades', tenho saudades de quando eu era pequena (ta certo que eu não cresci muita coisa, mas isso não vem ao caso, nem me refiro a altura mesmo *hunf*), quando eu assistia o filme do Rei Leão (The Lion King) 1215656 vezes por dia, o resultado de tudo isso foi uma decoreba enorme das falas e letras, qualquer dia posto alguma coisa sobre isso. E como tudo, o tempo passa, e tantas coisas ficam apenas como lembranças, e esse ano em especial, passou realmente muito rápido, queria falar sobre O ano de 2009 só em dezembro mas me deu uma vontade enorme de relatar em um breve resumo as coisas boas/ruins que aconteceram; fiz novos amigos, que tenho certeza que serão para sempre (mesmo nem existindo o 'sempre'), voltei a falar com outros, com o CARA, que me atura sempre, e fica lendo qualquer coisa que eu escrevo, o meu melhor amigo Leonardo Minelli Léo Fafa, (nem foi pra puxar saco), perdi um amigo e colega (isso não foi bom) e me deixou bem abalada pela situação em que tudo ocorreu, mas vou lembrar dele, como a pessoa que era, compreendi coisas que pensei serem muito complicadas, pelo menos pra mim, mudei tantos conceitos, principalmente sobre as pessoas, chorei bastante (acho que isso não é nenhuma novidade), li alguns livros (pretendo ler mais até o final do ano), que me fizeram repensar, e por falar em repensar, esse ano fiz isso milhões de vezes, pelo menos funcionou, então repensar é sempre bom, fiquei com o namorado mais idiota e chato de todo o mundo (pra quem não entende são elogios ;D) aprendi e aprendo muito com ele, espero continuar aprendendo até eu ficar tri velha e feia, agora pensei em certezas, a maior certeza do mundo é que eu amo ele de verdade e demais, certeza também de que eu quero construir a minha vida o mais rápido possível porque cansei de ir contra os meus pais/familia, de pensar diferente de querer coisas que eles não admitem, só para terminar com o 'breve resumo' quero muito o ano que vem, além do mais, eu amo números pares. Não sei nem como escrevi isso, e nem o porquê, escrevi o que pensei no momento, esperando a minha volta para casa daqui alguns minutos, queria escrever como, de fato, me sinto agora, mas acho melhor deixar isso de lado, esperar passar e 'bola pra frente?'. Com tudo isso só quis dizer que sinto falta dos meus amigos, e dos anos que se passaram, e que espero que os próximos anos sejam melhores ou iguais aos que se foram, seria perfeito.


sábado, 3 de outubro de 2009

Se eu pudesse congelar o tempo .

Hoje, falando com um amigo meu pelo msn, disse a ele que desejava o poder de 'congelar o tempo e as pessoas', seria realmente muito bom se isso de alguma forma fosse possível. No momento em que desejasse simplesmente as pessoas parassem de andar, de falar, e principalmente de te machucar, e que só eu pudesse fazer tudo que naquele momento quisesse. Seria um dos poderes mais perfeitos de todos os super heróis que tanto nos fascina em seus desenhos e em suas histórias em quadrinhos. Melhor ainda, seria congelar o tempo em um momento em que eu quisesse ficar sozinha, sentar e ver qualquer coisa simples do dia-a-dia, da vida, deitar e observar as nuvens e seus detalhes mais longínquos, escolher ouvir apenas o que naquela hora me faria melhor, o som da natureza, ou qualquer música do Dream (ta eu sei que é exagero, mas eu realmente não me importaria); congelar o tempo antes de uma briga seja ela com quem fosse, e de alguma forma voltar segundos atrás para tentar evitá-la, congelar o tempo nos melhores segundos/horas do ano, do mês ou do dia, e depois poder revê-la como um bom filme. Seria quase que o melhor poder do mundo, até que eu começasse a me sentir sozinha, pois congelar o tempo e as pessoas em todos os meus 'melhores momentos' se tornaria a cada dia uma chatice, pois não poderia eu, congelar o tempo com alguém ao meu lado, um amigo, ou qualquer pessoa que de fato, me fizesse bem. Com tudo que disse, não quero e nem pretendo chegar a lugar algum, apenas sei que mais uma vez escrevendo qualquer coisa que eu penso/pensei e que de começo não era sobre mim, acaba se tornando diretamente o meu eu. Se congelasse então todos os problemas e todas as coisas boas, o que seria da minha vida senão uma mera mentira, uma vida perfeita nunca existiu e nunca vai existir, sem problemas e chateações, sem brigas, só e somente só felicidade é impossível. Penso então que tudo se fosse perfeito seria uma banalidade, se a natureza fosse perfeita (mais do que já é), ou se as pessoas nunca ferissem umas as outras verbalmente (principalmente), se pudéssemos ser o que sempre sonhamos, se conquistássemos o que sempre esperamos, se ficássemos com a pessoa que hoje amamos, seria realmente uma idiotice e uma ironia, porque o que seriam das pessoas sem seus 'altos e baixos', como aprenderíamos sobre o que de fato a vida é, e de como ela nos prega peças, estacionaríamos e nunca conheceríamos a verdade, tudo e todos seriam perfeitos, e o mundo seria uma mentira .