terça-feira, 27 de outubro de 2009

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Já no começo desta semana, dois professores me fizeram pensar em algumas coisas, a primeira, professora de Literatura do cursinho, no momento em que estudávamos sobre o escritor Machado de Assis, disse, que todos os nossos defeitos, problemas e medos são projetados de tal forma que conseguimos passá-los a outras pessoas, porém, como se fossem os seus problemas e os seus medos, remetendo-se mais a questão de defeitos, como se tivéssemos o poder de observar e passar os nossos defeitos como se fossem de outra pessoa; fiquei pensando várias coisas após seu comentário, de como, de fato, conseguimos fazer isso com uma grande facilidade, como se fossemos pessoas perfeitas e a outra pessoa fosse "dotada" de todos os defeitos, dos quais, digo eu "não possuir", mas, pensei que pode facilmente ocorrer o contrário, porém, este ocorre apenas em algumas pessoas, "o pegar" ou tomar para si os defeitos e as dores de outra pessoa, e nesta segunda análise, eu diretamente me associo, quase sempre, em vários "estágios" de momentos difíceis, de uma forma inexplicável (ou digamos que bem simples, como se fosse instinto/impulso) consigo sentir as dores de outras pessoas, porém, apenas próximas, as que eu gosto muito, e muitas destas vezes, sinto-as muito mais do que a própria pessoa, talvez seja o meu jeito, claro que, nunca fui a melhor pessoa do mundo, mas até aqui, posso dizer que nunca fiz muitas coisas das quais me arrependesse, e sim, acho que poucas pessoas, ainda mais hoje, de fato por gostar muito de ti, é capaz de absorver todos os momentos ruins, e passá-los contigo como se fossem os dela também. No meu ponto de vista, faltam pessoas assim, pois a sociedade é a grande transformadora dos homens, para quem estudou uma vez na vida sociologia, deve ter ouvido a seguinte frase de Jean Jacques Rousseau: "O homem nasce bom, a sociedade o corrompe" faz muito sentido, pois, dependemos do meio em que vivemos para nossas ações e reações. Em algumas situações, sofremos tanto, e aprendemos também, porém, sempre sentiremos medo de que aconteça novamente, isso ainda não consegue me fazer sentido, se passo hoje por uma circunstância ruim, nunca vou ter medo de fazer o mesmo, mas, de uma forma diferente, talvez compreenda isso mais tarde. Nestes contextos meio filosóficos e pouco confusos, penso em até que ponto as pessoas conseguem "não ter" percepção sobre tudo que as cerca. Não gosto de fazer com que percebam nada, e acho que no momento em que se é preciso falar demais, por falta de atenção ao que acontece contigo (comigo), só pode significar uma falta de interesse, como se a pessoa não fosse mais importante. Admiro-me como esta falta é grande.
Na aula de hoje, meu professor, de Filosofia, citou Protágoras, e sobre a sua loucura de "que todas as coisas são e não são” , como se para serem de fato, deveriam existir. ("o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”.), e nesse contexto fala-se em ilusões, Protágoras se deteve tanto em tentar explicar sua teoria, que percebeu a ilusão, que nada mais é do que o irreal disfarçado de real, ou de coisas que não são, serem. Acontece muito, quando se atem a alguma coisa, o mundo passa a ser apenas ao que se atem, e passamos a viver apenas para 'aquele mundo criado' pela ilusão, ou quando vivemos a vida de outra pessoa. Confesso ter medo, viver apenas para algo que depois desapareça. Um começo de semana cheio de pensamentos interessantes termino com uma frase bem conhecida para quem teve a oportunidade de ler O Cortiço de Aluísio de Azevedo: "Quem entra limpo sai sujo; quem entra sujo sai podre", pois bem, isso acontece com todas as coisas, em todos os momentos e com todas as pessoas .



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sábado, 24 de outubro de 2009

Todas manhãs acordo com a mesma vontade, depois de me arrumar, pegar todas as coisas necessárias, descer em silêncio, fones e música. Sair 7:20 de segunda a sexta-feira para mim, é uma das melhores coisas que existem. Poucas pessoas na rua, parece que só eu estou acordada, e que naquele momento, ninguém pode me observar, talvez seja mais ou menos como a sensação de "liberdade total"; por falar em sensação, caminhar escutando o que for, de manhã, com aquele friozinho e um vento totalmente agradável, é a melhor hora. Por essa razão não me importo de sair da cama as 6:00, tomar um banho, me vestir e me maquiar (ultimamente tenho andado sem vontade alguma para este último estágio de "arrumação estética" u.u), porque eu sei que sempre tem a melhor parte, depois de tomar um café forte na sacada. Voltando a idéia inicial, aproveito este trajeto até o Colégio para organizar o meu dia, acalmar meus piores pensamentos, alinhar alguns, e pensar nos acontecimentos importantes deste ano, como se a música fosse minha maior solução, e o caminhar o rumo para concretizá-las. Incrível de como dependendo da situação, do meu humor, e do que sinto todas as manhãs ao acordar, tenho preferência em escutar algum tipo de música, mas as mais pertinentes são: Thorn Clown (Pain of Salvation), Second Love (Pain of Salvation), Iter Impius (Pain of Salvation), Diffidentia (Pain of Salvation), The Answer Lies Within (Dream Theater), Wither (Dream Theater), Walk Beside You (Dream Theater), These Walls (Dream Theater), dependendo da semana, vou todos os dias escutando a mesma, como foi o que aconteceu nesta, mas não foi nenhuma destas citadas, mas uma música que o meu namorado me mandou, porém, viciante tanto quanto as outras (ainda vou falar de como músicas/doces/pessoas viciantes me perseguem ;X). Para concluir a primeira parte, pensamentos mais música e caminhadas no friozinho e no vento da manhã, somadas, para mim, é perfeito, uma das coisas que eu mais gosto de fazer, principalmente quando tenho que organizar as besteiras que surgem, os problemas, aflições, então, se qualquer dia eu estiver andando na rua completamente alienada, escutando música, nem perca tempo esperando um oi, eu não vou nem perceber, até que eu resolva tudo, esquematize a execução, e canse de tanto andar, depois vou estar calma. Agora, como a música tem quase que algum poder de fascinação, e um significado enorme. Quando tinha eu meus dez anos, (eu sei que não faz tempo, e sim, ainda sou uma criança *.*)descobri os cd's do meu pai, e o primeiro que eu escutei foi um do Nirvana, minha primeira paixão musical, depois comecei a achar um verdadeiro lixo, (mas posso dizer que ainda gosto de algumas músicas), depois escutei Guns N' Roses (claro que Use Your Illusion I/II) e me encantei, e passava semanas, escutando Civil War vinte vezes por dia, mas nunca me bastava e eu sempre procurava por mais, algo que me fizesse pensar, com letras incríveis, sem a famosa ideologia "Sexo, Drogas e Rock 'N' Roll", e o melhor foi que achei Psycho Circus do Kiss, grande banda que "não se enquadra" ao que eu não queria x.x (A-H-A-M). Led, Janis, Deep Purple vieram logo depois, sendo a primeira delas, uma das bandas que eu considero como as que eu sempre vou escutar. O mais divertido de tudo, é que além de conhecer várias destas com o meu pai, conheci tantas outras com amigos, como Metallica, Black Sabbath, Bon Jovi, Angra, Rush, Iron Maiden, Bruce Dickinson (*.*), Epica, Celtic Woman, etc., e claro, citando agora Celtic, aprendi muito esse ano com um amigo meu de BH sobre música Clássica, teria uma história bem 'batuta' para falar aqui, porém quero fazer isso com mais tempo e detalhes, resumidamente começamos a aprender (eu) Violino e ele Cello praticamente na mesma época, e sempre conversamos sobre de quanto em quanto tempo necessariamente deve-se usar breu no arco, sobre os diferentes modelos de violinos/cellos, cordas, preços, e grandes novos nomes, concertos, e sempre estamos trocando idéias e vídeos, realmente é bem bacana conversar com amigos que entendem o que quero dizer (:. No meu aniversário ele me mandou um cd do Pablo Casals (J.S Bach: Suites para Cello) e é tão bom *_*, aprender a ouvir música com outras pessoas, é perfeito.
Como o tempo também, interfere no gosto musical, nada me bastava mais, e eu precisava escutar qualquer coisa que me parecesse real, pensado, inteligente, com letras que me fizessem entender algumas coisas, até mesmo, sobre os meus sentimentos. O Rafa, *Rafafa de guerra* me mostrou Dream Theater, que me interessou, mas não muito, depois de um tempo o Tulio me mandou Forsaken, a mesma música que o Rafa havia me mandado, mas foi como se eu tivesse encontrado o que faltava, então para tudo se tem o momento certo. O "ruim" perfeito é que Dream Theater e Pain of Salvation pra mim, se tornaram muito viciantes, e eu não consigo ficar um dia sem ouvir pelo menos o começo de qualquer música, então há uns cinco ou seis meses, eu acordo todas as manhãs, precisamente às 6:00, e espero até às 7:20 para poder caminhar no friozinho com vento agradável, escutando Dream/Pain e bandas aleatórias como Whitesnake (só o que eu tenho agora O_O) e organizar os pensamentos. A música talvez seja indescritível, principalmente a forma de como é capaz de tocar profundamente os pensamentos e sentimentos de todas as pessoas que escutam estilos/gêneros de fundamento, com um contexto, uma história, um significado, que tu só o entenderia verdadeiramente daqui meses ou anos, no momento certo, além de tudo, ela é capaz de te enlouquecer e acalmar, de te pregar esperanças ou destruir todo resto, principalmente quando de alguma forma nos identificamos, assim como com um livro, mas o mais importante é que a música te faz ir para outro lugar, como quando eu estou tocando, (mesmo sendo iniciante ;D) é tão bom, e inexplicável tal sensação, além de que ela te faz pensar de outra forma, uma mais desenvolvida e madura. Então, o que seria da vida sem a música? Nada .



domingo, 18 de outubro de 2009

A certeza de um amor verdadeiro .



Tantas vezes pensei que tinha a certeza do amor verdadeiro, e tantas vezes me decepcionei com as pessoas as quais eu pensei um dia ficar para sempre. Com o passar do tempo estas, me mostravam a verdadeira face, e de que as coisas mais simples, os sentimentos, não importavam, mas só 'os benefícios' de estar junto comigo trariam, e não falo em dinheiro, mas sim em coisas bem piores. Outras me desencantei, e descobria que o que sentia não era forte o suficiente para que me fizesse continuar. Há alguns dias, me deparei com uma situação verdadeiramente chata, que na minha concepção, acredito que quando histórias acabam, por mais que ambas as partes, ou uma tenha se machucado mais do que a outra lembraremos então dos bons momentos, o problema foi que este, não me trouxe nenhum momento que valha a pena ser lembrado.
Então, depois de tantas decepções como disse anteriormente, a vida parece me apresentar um mundo novo e uma nova forma de amar, a forma mais pura, lapidada, verdadeira, a forma que eu posso dizer ter certeza do que sinto, do que espero, e de que tenho tantos momentos bons, e muitos outros que vou lembrar para sempre. Não tinha até então compreendido o real significado da palavra amor, e muito menos da ação de amar, até nove meses atrás. Posso dizer para aqueles que ainda não descobriram, e pensam nunca descobrir, que amar é ter paciência para enfrentar as complicações mais leves e as mais preocupantes, e dar valor às coisas e aos gestos mais simples da vida, sentir um frio na barriga ao ver a pessoa a quem dedico todo o meu sentimento chegando, é rir de um sorriso sem motivo, andar sem rumo pensando em todos os momentos em que se fica junto da mesma pessoa, é ter trilha sonora para cada momento passado, presente e futuro, sonhar, amar e amar. Talvez para mim, essa seja a melhor explicação de um amor verdadeiro, de um sentimento acabado, porém não finalizado, como se por mais que 'decidido' faltasse ainda muitas coisas para a sua então finalização, mesmo que já estivesse pré acabado, seria então, o mesmo que dizer que o amor nunca será bruto, concreto, e que com o passar das horas, sempre irá sofrer alterações, sempre irá crescer, o meu amor sempre irá aprender com o tempo, o meu amor aprenderá com o meu amor. Posso dizer que há nove meses, tudo para mim tem sido perfeito, por mais que tenha enfrentado problemas, besteiras, brigas, e quase que decepções, porém, talvez sejam esses os preços a pagar quando se ama verdadeiramente. As alegrias são sempre maiores do que estes 'preços'. O meu namorado me mostrou tantas coisas nestes nove meses que eu tenho certeza que nunca perceberia, aprendi e aprendo muito com ele, todas as vezes que estamos juntos, rimos de coisas sem sentido, temos paciência um com o outro, brincamos sempre, brigamos também, mas buscamos resolver nossos problemas, mesmo que eles possam se dar por 'em parte apenas solucionados'. Todos dizem então que é besteira falar que não se pode viver sem a outra pessoa, penso que sim é possível, mas que não seria a mesma coisa, eu pelo menos passaria cada segundo pensando no que eu faria se estivesse com a pessoa, e em todos os momentos que passamos juntos, e em cada bobagem dita, isso tornaria impossível, até que um dia eu 'esquecesse' e voltasse a me preocupar com o presente; idiota é pensar que as pessoas que dizem que viver sem a outra é impossível. Aconselharia a todo mundo encontrar outro alguém para dividir preocupações, alegrias, contra tempos, novidades, ou só dividir o que aconteceu no meu/seu dia, sem dúvida alguma, poder dividir o que for com outra pessoa, que te ama, e que vai estar do teu lado sempre que possível, vai te apoiar nas decisões mesmo que ela possa causar algum sacrifício, que faz planos para ambos no futuro, é a melhor coisa do mundo. Amar para mim é dar o maior valor para tudo o que for simples, um sorriso, um abraço, um beijo, um olhar, a saudade. Em nove meses eu nunca fui tão feliz, e posso hoje dizer, que tenho certeza absoluta que amo de verdade, e muito. Como o tempo interfere em tudo, dedico todo o meu sentimento ao meu namorado, mesmo nem sabendo o que poderá acontecer daqui alguns anos, meses, dias, e a única coisa que posso esperar, é que mesmo com a interferência do tempo, o nosso amor venha apenas a crescer, e que o meu futuro seja ele, e o futuro do meu futuro também .

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Decisões


No dia 15 de outubro comemoramos o dia dos professores, fizemos homenagens para tentar demonstrar o quão importante nossos educadores são para nós alunos. Na verdade nem quero me ater muito a isto, apenas quero lançar a idéia principal desta madrugada. Há meses tenho pensado no meu futuro, como comentei anteriormente, sobre o que pretendo para minha vida, para a Caroline em si. Ultimamente tenho estudado bastante para que consiga passar pela prova seletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) *ou em qualquer vestibular*, porém, não sabia que área escolher, mudei tanto de idéia, por exemplo, queria muito cursar História, e confesso, sou apaixonada por ela, devoro tudo que se relacionar a acontecimentos importantes, e sem dúvida devo todo esse meu encantamento por esta matéria ao meu ex-professor José Augusto Fiorin, que de uma forma quase que mágica e fascinante conseguia me passar às informações necessárias sobre os diferentes períodos do tempo, como se fosse um filme, o prazer que ele tinha em falar aos alunos era tamanho que seria capaz de envolver qualquer pessoa que estivesse ouvindo seus ensinamentos. Então havia decidido, faria história. Tive muitas oportunidades de discutir história e que seguiria este caminho com o Professor Fiorin, que sempre me aconselhou a fazer Direito, pois ele sabia, que a minha vontade nunca foi estar 'trancafiada' em uma sala de aula, mas sim vontade de engolir tudo que pudesse aprender sobre ela. E eu que 'não sou teimosa' nunca aceitei quando ele me dizia - “Carol pense bem, escute o professor". Após tantas discussões então, estava decidida, faria Direito e após História. Direito passou a me interessar bastante então, pesquisava muitas coisas, procurava observar o 'leque' que se abriria de opções. Resolvi conversar com o meu tio, que cursou Direito, e o que ouvi:   "-Apenas faça se fizeres concursos". Essa foi a minha grande desilusão, eu passaria então o resto do meu 'período profissional ativo' tendo que fazer concursos para poder ganhar um pouco mais, mesmo dinheiro/salário não sendo meu maior interesse. Desisti completamente de Direito, não quero de forma alguma ficar em uma sala, contendo pilhas e pilhas de papéis e resolvendo problemas de outras pessoas, elas iriam me 'presentear' com infelicidades. No segundo semestre, para a minha surpresa, me encantei por Genética, sempre gostei de biologia, mas não tanto quanto neste ano. Tenho certeza agora do que quero, conversei com a minha tia formada em biologia, que me aconselhou a optar por medicina, porque assim, seria melhor tanto para os meus interesses como para o que eu quero exercer. Caminharei eu então rumo a Genética Humana, irei para o lugar que for preciso, penso realizar grandes feitos, ir para outros países, estar sempre bem atualizada na área escolhida. Sei que para isso, terei que abrir mão de muitas coisas, principalmente das que nunca me deixariam seguir meus sonhos, mas, quem disse que a vida não exige sacrifícios. Espero que outros me acompanhem e me fortaleçam, me apóiem e principalmente que confiem em mim. Retornando ao inicio, como os professores influenciam diretamente seus alunos. Digamos que o Profissional será apenas Excelente se realizar sua profissão com devoção.

Planejamentos para este feriado: Estudar, EXPO, e ver alguns amigos. *.*




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Enlouquecendo .

Passei a tarde e agora, algumas horas da noite pensando em como (talvez) as coisas possam estar erradas, mas esse 'possam' é algo que me faz enlouquecer de certa forma, tudo o que eu penso se contradiz em algum ponto, quando eu tenho certeza de que tudo realmente está bem e eu me sinto feliz/contente sempre acontece algo, que me faz mudar interiormente, me faz mudar como pessoa, sentimentos, e são nessas horas que eu me perco, me sinto abandonada, com medo de estar fazendo tudo errado, de seguir o que agora sigo, e então todos os planos que eu fiz para dias seguintes, meses futuros parecem sumir, como se eu nunca pudesse alcançá-los. Quando essa sensação resolve passar, eu me pergunto o porque destes pensamentos e destas mudanças, se tudo está bem, se não tenho nenhum grande problema ou qualquer enorme preocupação, acho que buscando encontrar a causa para isso tudo, depois de alguns meses, eu sei que preciso me ocupar com qualquer coisa que me faça evitar de pensar; me faça evitar de pensar no que eu não quero, porém, tantas vezes ja tentei fazer isto sem obter nenhuma resposta ou solução, apenas uma conclusão: é impossível não pensar no que eu não quero, hora ou outra vou pensar, mesmo sendo involuntariamente, posso estar fazendo qualquer coisa, a qualquer momento, depois de rir, falar, eu sempre vou pensar no que não quero nem ouvir falar. Odeio e acho importante quando fico sozinha, olhando para fora, para a chuva, observando as pessoas, e penso no que eu estou fazendo com o tempo que me é dado, se estou aproveitando da forma desejada, se sou feliz, ou se eu poderia melhorar, na verdade eu sempre poderia melhorar, parar de sofrer por besteiras, e passar a ignorá-las e dizer: "-Isso simplesmente não faz mais diferença."; mas a verdade é que continuam a fazer, e eu nunca consigo dizer isso, nem para ninguém nem em silêncio. A minha vida inteira é uma contradição, uma dúvida, uma piada, uma incerteza, e eu queria que ela fosse uma certeza, uma convicção, um objetivo; e nos últimos meses consegui pelo menos definir o que eu quero para mim, para o meu futuro, o que eu quero fazer daqui um ano, daqui seis anos, o que eu pretendo que permaneça comigo, e das coisas que eu quero mandar para bem longe de mim, dos medos que eu quero enfrentar, das palavras que eu quero falar, das pessoas que eu quero passar sem que me atinjam, da certeza de andar sem culpa, de dizer que não fiz nada, e também de dizer que não me arrependo, e de que se as pessoas não podem confiar em mim, que me deixem seguir então, e que se ousarem me contrariar, estarão erradas, porque eu não cometo os mesmos erros vazios que todos cometem, e que eu não posso mudar o medo que elas sentem por um dia sofrer por qualquer coisa que eu possa estar insinuando, mas que não passam de ilusões, porque eu NUNCA faria nada para magoar as pessoas com as quais convivo e amo, só que eu cansei de tentar provar ao contrário, sempre dizem que quando se tem certeza do que se faz, não precisa discutir, ou tentar mudar o que os outros pensam superficialmente de uma 'idéia' de qualquer acontecimento que eu fiz o "papel principal". Espero que todos os momentos ruins possam ter me mostrado que muitas vezes eu estou errada, em tentar fazer tudo certo, porque as pessoas me mostraram que ninguém nunca vai estar 'ai' pra mim, que são todas por si sós; só que eu não consigo deixá-las, preciso ajudar, mesmo depois levando mais um murro, e ficar triste por semanas até esquecer. Por falar nisso como as palavras tem o poder de te destruir em minutos, e como um olhar por mais que as palavras jurem verdade, podem desmentir tudo, apresentando-me a mentira, eu disse, que sou cheia de contradições, e eu quero deixá-las longe de mim. Ainda não consigo compreender a verdade e a mentira, não sei porque são tão complicadas, e porque as coisas obvias não podem aparecer na minha frente me dizendo "-Para de pensar nessas coisas que não são." ou "Não é assim, e se continuar pensando isso, vai sofrer." Eu fico louca por não saber mais se o que me dizem é verdade, se convites, ações, palavras, lugares, sentimentos, conseguem me provar totalmente o contrário; e porque esse contrário não pode ser direto, porque eles não podem me ajudar a tomar decisões, ou porque eles não podem simplesmente me fazer desacreditar de tudo, me fazer querer tudo novo, abandonar tudo, como se fosse possível trocar de nome, identidade, apagar completamente a memória as lembranças, e me fazer renascer em um mundo novo, em um novo rumo, em novas chances e expectativas, novos gostos, nova aparência e personalidade (tudo o que eu não quero); com isso a conclusão de querer ser outra pessoa, não passa de medo, de tudo acabar e dar errado, de não realizar meus planos e sonhos, e não seguir o que pretendo, de perder minha convicção, meu amor, minha alegria, minha esperança, de ver tudo ficar distante e intocável, eu perderia a mim. Do futuro eu espero tudo, do passado eu quero aprendizagem, das pessoas distância, dos amigos esperança, do meu amor futuro, da minha família amor incondicional e de mim, certeza.

domingo, 4 de outubro de 2009

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Em meses eu nunca desejei tanto voltar para casa, e ficar por Ijuí um tempo, fazendo minhas coisas e revendo meus amigos que há tempos não vejo, sair e dar risada, fazer tudo o que eu fazia nos anos anteriores, tomar uma coca-cola gelada na praça, falar qualquer besteira e principalmente destruir 'o pessoal' assim que possível (deixo isso para quem sabe). Cada um foi para um canto, assim como, espero eu ir ano que vem, na verdade 'ir para o meu canto' é uma das coisas que eu mais quero ultimamente, ter as minhas obrigações, preocupações, agitações, ter o meu tempo, fazer o que quiser, sair sem dar qualquer desculpa, dormir até tarde, e todas as coisas loucas e chatas que os 'independentes' podem fazer. Falando em cada um ir para o seu canto, é tão bom quando todo 'o lixo da sociedade ijuiense' se reune *faz uma cara feliz*, e melhor ainda quando relembramos todos os momentos bizarros que passamos juntos, todas as tardes de domingo, ou qualquer festival bom/ruim, as imitações perfeitas do pica-pau, e nossos amigos da rua, e claro não posso esquecer dos velhos jogadores de carta tarados da praça. Lembrei de várias coisas ontem, quando um amigo meu comentou que estaria em Ijuí na semana que vem, e ainda que faremos uma 'reunião casual' na EXPO, e por falar em expo, eu odeio o mês de outubro, porque só se fala nessa maldita feira, que é igual em todos os anos, sempre as mesmas coisas, mas mesmo assim, a cidade fica vazia e todos preferem ficar lá, 'curtindo as atrações', enfim, talvez eu seja uma dessas pessoas, porque vou ir pra lá, pelo menos pretendo, mas claro que não por gostar de ir, só por falta de opção, e para rever conhecidos/amigos, porque lá sim é o lugar certo para encontrar todo mundo. Meio que mudando o assunto e voltando para o 'sentir saudades', tenho saudades de quando eu era pequena (ta certo que eu não cresci muita coisa, mas isso não vem ao caso, nem me refiro a altura mesmo *hunf*), quando eu assistia o filme do Rei Leão (The Lion King) 1215656 vezes por dia, o resultado de tudo isso foi uma decoreba enorme das falas e letras, qualquer dia posto alguma coisa sobre isso. E como tudo, o tempo passa, e tantas coisas ficam apenas como lembranças, e esse ano em especial, passou realmente muito rápido, queria falar sobre O ano de 2009 só em dezembro mas me deu uma vontade enorme de relatar em um breve resumo as coisas boas/ruins que aconteceram; fiz novos amigos, que tenho certeza que serão para sempre (mesmo nem existindo o 'sempre'), voltei a falar com outros, com o CARA, que me atura sempre, e fica lendo qualquer coisa que eu escrevo, o meu melhor amigo Leonardo Minelli Léo Fafa, (nem foi pra puxar saco), perdi um amigo e colega (isso não foi bom) e me deixou bem abalada pela situação em que tudo ocorreu, mas vou lembrar dele, como a pessoa que era, compreendi coisas que pensei serem muito complicadas, pelo menos pra mim, mudei tantos conceitos, principalmente sobre as pessoas, chorei bastante (acho que isso não é nenhuma novidade), li alguns livros (pretendo ler mais até o final do ano), que me fizeram repensar, e por falar em repensar, esse ano fiz isso milhões de vezes, pelo menos funcionou, então repensar é sempre bom, fiquei com o namorado mais idiota e chato de todo o mundo (pra quem não entende são elogios ;D) aprendi e aprendo muito com ele, espero continuar aprendendo até eu ficar tri velha e feia, agora pensei em certezas, a maior certeza do mundo é que eu amo ele de verdade e demais, certeza também de que eu quero construir a minha vida o mais rápido possível porque cansei de ir contra os meus pais/familia, de pensar diferente de querer coisas que eles não admitem, só para terminar com o 'breve resumo' quero muito o ano que vem, além do mais, eu amo números pares. Não sei nem como escrevi isso, e nem o porquê, escrevi o que pensei no momento, esperando a minha volta para casa daqui alguns minutos, queria escrever como, de fato, me sinto agora, mas acho melhor deixar isso de lado, esperar passar e 'bola pra frente?'. Com tudo isso só quis dizer que sinto falta dos meus amigos, e dos anos que se passaram, e que espero que os próximos anos sejam melhores ou iguais aos que se foram, seria perfeito.


sábado, 3 de outubro de 2009

Se eu pudesse congelar o tempo .

Hoje, falando com um amigo meu pelo msn, disse a ele que desejava o poder de 'congelar o tempo e as pessoas', seria realmente muito bom se isso de alguma forma fosse possível. No momento em que desejasse simplesmente as pessoas parassem de andar, de falar, e principalmente de te machucar, e que só eu pudesse fazer tudo que naquele momento quisesse. Seria um dos poderes mais perfeitos de todos os super heróis que tanto nos fascina em seus desenhos e em suas histórias em quadrinhos. Melhor ainda, seria congelar o tempo em um momento em que eu quisesse ficar sozinha, sentar e ver qualquer coisa simples do dia-a-dia, da vida, deitar e observar as nuvens e seus detalhes mais longínquos, escolher ouvir apenas o que naquela hora me faria melhor, o som da natureza, ou qualquer música do Dream (ta eu sei que é exagero, mas eu realmente não me importaria); congelar o tempo antes de uma briga seja ela com quem fosse, e de alguma forma voltar segundos atrás para tentar evitá-la, congelar o tempo nos melhores segundos/horas do ano, do mês ou do dia, e depois poder revê-la como um bom filme. Seria quase que o melhor poder do mundo, até que eu começasse a me sentir sozinha, pois congelar o tempo e as pessoas em todos os meus 'melhores momentos' se tornaria a cada dia uma chatice, pois não poderia eu, congelar o tempo com alguém ao meu lado, um amigo, ou qualquer pessoa que de fato, me fizesse bem. Com tudo que disse, não quero e nem pretendo chegar a lugar algum, apenas sei que mais uma vez escrevendo qualquer coisa que eu penso/pensei e que de começo não era sobre mim, acaba se tornando diretamente o meu eu. Se congelasse então todos os problemas e todas as coisas boas, o que seria da minha vida senão uma mera mentira, uma vida perfeita nunca existiu e nunca vai existir, sem problemas e chateações, sem brigas, só e somente só felicidade é impossível. Penso então que tudo se fosse perfeito seria uma banalidade, se a natureza fosse perfeita (mais do que já é), ou se as pessoas nunca ferissem umas as outras verbalmente (principalmente), se pudéssemos ser o que sempre sonhamos, se conquistássemos o que sempre esperamos, se ficássemos com a pessoa que hoje amamos, seria realmente uma idiotice e uma ironia, porque o que seriam das pessoas sem seus 'altos e baixos', como aprenderíamos sobre o que de fato a vida é, e de como ela nos prega peças, estacionaríamos e nunca conheceríamos a verdade, tudo e todos seriam perfeitos, e o mundo seria uma mentira .