Passei a tarde e agora, algumas horas da noite pensando em como (talvez) as coisas possam estar erradas, mas esse 'possam' é algo que me faz enlouquecer de certa forma, tudo o que eu penso se contradiz em algum ponto, quando eu tenho certeza de que tudo realmente está bem e eu me sinto feliz/contente sempre acontece algo, que me faz mudar interiormente, me faz mudar como pessoa, sentimentos, e são nessas horas que eu me perco, me sinto abandonada, com medo de estar fazendo tudo errado, de seguir o que agora sigo, e então todos os planos que eu fiz para dias seguintes, meses futuros parecem sumir, como se eu nunca pudesse alcançá-los. Quando essa sensação resolve passar, eu me pergunto o porque destes pensamentos e destas mudanças, se tudo está bem, se não tenho nenhum grande problema ou qualquer enorme preocupação, acho que buscando encontrar a causa para isso tudo, depois de alguns meses, eu sei que preciso me ocupar com qualquer coisa que me faça evitar de pensar; me faça evitar de pensar no que eu não quero, porém, tantas vezes ja tentei fazer isto sem obter nenhuma resposta ou solução, apenas uma conclusão: é impossível não pensar no que eu não quero, hora ou outra vou pensar, mesmo sendo involuntariamente, posso estar fazendo qualquer coisa, a qualquer momento, depois de rir, falar, eu sempre vou pensar no que não quero nem ouvir falar. Odeio e acho importante quando fico sozinha, olhando para fora, para a chuva, observando as pessoas, e penso no que eu estou fazendo com o tempo que me é dado, se estou aproveitando da forma desejada, se sou feliz, ou se eu poderia melhorar, na verdade eu sempre poderia melhorar, parar de sofrer por besteiras, e passar a ignorá-las e dizer: "-Isso simplesmente não faz mais diferença."; mas a verdade é que continuam a fazer, e eu nunca consigo dizer isso, nem para ninguém nem em silêncio. A minha vida inteira é uma contradição, uma dúvida, uma piada, uma incerteza, e eu queria que ela fosse uma certeza, uma convicção, um objetivo; e nos últimos meses consegui pelo menos definir o que eu quero para mim, para o meu futuro, o que eu quero fazer daqui um ano, daqui seis anos, o que eu pretendo que permaneça comigo, e das coisas que eu quero mandar para bem longe de mim, dos medos que eu quero enfrentar, das palavras que eu quero falar, das pessoas que eu quero passar sem que me atinjam, da certeza de andar sem culpa, de dizer que não fiz nada, e também de dizer que não me arrependo, e de que se as pessoas não podem confiar em mim, que me deixem seguir então, e que se ousarem me contrariar, estarão erradas, porque eu não cometo os mesmos erros vazios que todos cometem, e que eu não posso mudar o medo que elas sentem por um dia sofrer por qualquer coisa que eu possa estar insinuando, mas que não passam de ilusões, porque eu NUNCA faria nada para magoar as pessoas com as quais convivo e amo, só que eu cansei de tentar provar ao contrário, sempre dizem que quando se tem certeza do que se faz, não precisa discutir, ou tentar mudar o que os outros pensam superficialmente de uma 'idéia' de qualquer acontecimento que eu fiz o "papel principal". Espero que todos os momentos ruins possam ter me mostrado que muitas vezes eu estou errada, em tentar fazer tudo certo, porque as pessoas me mostraram que ninguém nunca vai estar 'ai' pra mim, que são todas por si sós; só que eu não consigo deixá-las, preciso ajudar, mesmo depois levando mais um murro, e ficar triste por semanas até esquecer. Por falar nisso como as palavras tem o poder de te destruir em minutos, e como um olhar por mais que as palavras jurem verdade, podem desmentir tudo, apresentando-me a mentira, eu disse, que sou cheia de contradições, e eu quero deixá-las longe de mim. Ainda não consigo compreender a verdade e a mentira, não sei porque são tão complicadas, e porque as coisas obvias não podem aparecer na minha frente me dizendo "-Para de pensar nessas coisas que não são." ou "Não é assim, e se continuar pensando isso, vai sofrer." Eu fico louca por não saber mais se o que me dizem é verdade, se convites, ações, palavras, lugares, sentimentos, conseguem me provar totalmente o contrário; e porque esse contrário não pode ser direto, porque eles não podem me ajudar a tomar decisões, ou porque eles não podem simplesmente me fazer desacreditar de tudo, me fazer querer tudo novo, abandonar tudo, como se fosse possível trocar de nome, identidade, apagar completamente a memória as lembranças, e me fazer renascer em um mundo novo, em um novo rumo, em novas chances e expectativas, novos gostos, nova aparência e personalidade (tudo o que eu não quero); com isso a conclusão de querer ser outra pessoa, não passa de medo, de tudo acabar e dar errado, de não realizar meus planos e sonhos, e não seguir o que pretendo, de perder minha convicção, meu amor, minha alegria, minha esperança, de ver tudo ficar distante e intocável, eu perderia a mim. Do futuro eu espero tudo, do passado eu quero aprendizagem, das pessoas distância, dos amigos esperança, do meu amor futuro, da minha família amor incondicional e de mim, certeza.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
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Tá, teu blog tá começando a ficar depressivo... É sério.
ResponderExcluirMas fazendo referência ao post agora, e não ao blog:
Sempre procuramos ter a coisa o mais bem planejado possível, isso é uma virtude... Mas até que ponto isso pode ser uma virtude, e não um defeito?
Acredito que até o ponto em que você pode falar o seguinte: "Não vou pensar nisso agora, vou deixar acontecer". Em que simplesmente esquecemos o planejamento, buscamos investir nossas atenções em outros campos, o "desligar" do assunto...
Vê se não é disso que te faz falta...
Keep walking.