Fico pensando em alguns acontecimentos corriqueiros que resultam em raiva, e ainda, penso que não adianta nada se preocupar com coisas que já se passaram se, elas forem ruins. Não gosto muito quando as pessoas duvidam de mim, claro que, nunca pedi para acreditarem em todas as coisas que eu digo, mas nunca precisei mentir sobre nada, depois de ter consciência e pensar da minha maneira. Vi hoje uma guria falando que o mundo é feito de perspectivas e interpretações, de fato, por mais que tu digas o que realmente aconteceu/pensou/fez/não fez, não se é possível estabelecer essa relação da verdade nas outras pessoas, só pelo fato de que, como vi, o mundo é feito de interpretações, acho principalmente de interpretações. Isso deve ser a grande causa de desentendimento entre as pessoas, porque cada um consegue perceber os acontecimentos de uma maneira, ou da mesma, mas provavelmente quando se trata de coisas chatas, esse pensamento não é o mesmo.
Nesse ponto de vista, como não se pode na forma mais popular possível "enfiar na cabeça" de qualquer outro de como as coisas de fato são, a única solução se basearia em que, na confiança. Em todos os casos, casamentos, namoros, amizades, e até familiares, por isso o título, das probabilidades de o ser humano bater sempre na mesma tecla por mais que ela seja passada. Meu pai sempre comenta de um livro que ele leu, sobre o poder de perdoar, as pessoas que sentem ressentimento sempre vão bater na mesma tecla, e ele ainda usa um exemplo, que de fato aconteceu na sua infância, que nada poderia simplificar melhor; conta o meu pai então que quando ele era pequeno foi ao mercado com a sua mãe, minha avó Dalvina (dai que surgiu meu segundo nome Dalva mas enfim falo disso outra hora) disse ao meu pai que não pegasse as maçãs que estavam ressentidas. O pai então diz que essas maçãs apodrecem por estarem batidas em apenas um pequeno local como o poder do ressentimento apodrecer uma pessoa por não ter perdoado algo que lhe faria bem. O pai sempre diz isso nas palestras, um dia quero falar só dele aqui, e eu sempre me sinto ligeiramente estranha ao ouvir, e da mesma forma que me sinto estranha me sinto um pouco abatida.
Espero apenas que as pessoas por mais que demorem, amadureçam a ponto de perceber que a raiva que elas sentem podem de alguma forma atingir outro qualquer, que se sente mal por algum dia ter lhe causado qualquer tipo de ressentimento, por mais que esse nunca tenha ocorrido.
